Contando histórias (9)

Em 19 de janeiro de 2017 às 08:00, por Cláudio Barboza.

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Minha primeira filha Juliana havia nascido e eu, após cursar mestrado em sociologia na UFMG, em Belo Horizonte, estava de volta a Manaus. Mais uma vez em A Crítica, dessa vez na Chefia de Reportagem. Era uma época de mudanças. A redação tinha novo endereço. A antiga funcionava à rua Lobo D’Almada e a nova ficava na parte que dava para a rua José Sarmento, ambas no Centro da cidade. O prédio ia de uma rua a outra.

Umberto Calderaro não economizou na mudança. A nova redação era três vezes maior do que a anterior e havia até um “aquário” – espaço fechado com vidros – destinado ao chefe de redação. Era o início de uma nova fase no jornal. O ano: 1982.

No segundo andar do prédio, foi criado o “Salão Cidade de Manaus”, local onde todas as semanas se realizavam debates sobre temas diversos, desde questões ambientais até projetos políticos de alternativas para a economia estadual. Os encontros serviam de base para reportagens e cadernos especiais, reproduzidos no jornal. Todos os encontros eram gravados e depois editados.

Pery Augusto, um jornalista nascido na Paraíba, mas que construiu carreira no Rio de Janeiro, era o chefe de redação. Ao contrário de editores anteriores, ele não diagramava a primeira página. O encargo ficava para o José Veríssimo, um poderoso diagramador que mandava mais do que muitos editores.

Nessa redação aconteceram algumas mudanças interessantes no jornal. A criação da figura do editor de primeira página, a reunião diária de editores no final da tarde e a criação do Caderno C… mas essas são histórias mais para frente.

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sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.