Contando histórias (8)

Em 28 de dezembro de 2016 às 08:00, por Cláudio Barboza.

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Na primeira vez que entrei na redação de “A Notícia”, o jornal ficava localizado na Praça Tenreiro Aranha, altos da Drogaria Fink. O dono da empresa era o próprio Fink, mas o jornal era tocado por Andrade Neto, que havia casado com uma das filhas do empresário. Eu fui ao local divulgar um jogo de basquete que ia ocorrer entre Dom Bosco e Escola Técnica Federal. Foi lá que encontrei pela primeira vez o jornalista Flávio Seabra. Anos depois nos reencontramos em A Crítica. Ele Editor de Esportes e eu Chefe de Reportagem.

A atmosfera daquela redação lembrava aqueles cenários que a gente vê em filmes de jornais da década de 60. O espaço era apertado, havia menos luz do que o necessário, o barulho das máquinas era intenso e havia muita fumaça. Muita gente fumava aquela época, e dentro das redações!

Depois A Notícia mudou-se para o Distrito Industrial. E lá montou um timaço de jornalistas, que disputava palmo a palmo a liderança com A Crítica. Por lá estavam Gabriel Andrade, Raimundo Holanda, Eustáquio Libório, Monteiro de Lima, Luiz Octávio, Sebastião Reis, Terezinha Soares, Carlos Aguiar, Ivânia Vieira, Ray Cunha, Roberto Augusto, Aníbal Beça, Bianor Garcia, Isaías Oliveira, Carlos Costa, etc.

A disputa pela liderança no mercado local era pesada, com cores fortes nos editoriais dos dois jornais, num duelo que mobilizava Manaus… mas isso é história mais para frente.

sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.

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