Contando Histórias (32)

Em 5 de março de 2019 às 08:01, por Cláudio Barboza.

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Até o festival de 2006, todas as empresas de comunicação de Manaus que faziam a cobertura do festival levavam computadores, impressoras, cabos, fios, disjuntores, enfim… vários equipamentos, para montar a redação operacional. Nós do “Estado do Amazonas” fomos os primeiros a mudar aquele cenário e para isto, foi fundamental a participação de dois colegas, que faziam parte da equipe: Keynnes Breves e Arlesson Sicsú.

Tanto Kenneys quanto Sicsú nascidos em Parintins, conheciam detalhes importantes da Ilha. Me contaram, por exemplo, que alguns “cyber” tinham uma boa estrutura. Foi o que me deu a ideia de alugar umas 7 máquinas para nosso trabalho num desses espaços. Feito o contato com uma empresa instalada na av. Amazonas, fizemos a reserva. Deu tão certo que no ano seguinte o Diário do Amazonas seguiu a iniciativa e outros também.

Nossa equipe de Parintins era pra ninguém botar defeito. Marcos Santos, Betsy Bell, Ângela Segadilha os mais experientes, e os que estavam começando no jornalismo, Keynnes Breves, Arlesson Sicsú, Mário Adolfo Filho, coluna social com Alex Deneriaz… e na fotografia, Raimundo Valentim  e Danilo Melo,Pedro e Pablo na diagramação  e informática, eu na coordenação de Parintins. No apoio em Manaus: Silvio Marcos (Marcão) design e autor do projeto gráfico do suplemento Parintins, Rommyne Novoa e Sebastião Reis. Quem não gostaria de ter um time desses?

Fizemos nove edições, num projeto que inovou em alguns procedimentos. Exemplo: todo o projeto foi viabilizado numa parceria entre eu, Sebastião Reis e Paulo Castro, que assumimos os custos operacionais, ou seja, pagamos as passagens aéreas, o aluguel do imóvel para a equipe morar 12 dias em Parintins, aluguel do imóvel onde funcionou a redação e diárias pagas antecipadamente a todos que viajaram.

A empresa “Estado do Amazonas” viabilizou o produto, na impressão e distribuição do caderno junto com a edição normal do jornal.

O “Caderno de Parintins” seguiu um padrão leve, como pede o evento. Muitas fotos e colunas específicas para Marcos Santos, parintinense e muito bem informado da festa, Betsy Bell unindo curiosidades e social e eu numa participação mais de observador de momentos e situações. Reportagens leves dos “meninos” Keynnes e Mário Adolfo Filho, apoiados pelo fôlego de repórter da Angela Segadilha, se uniam num projeto que deu o que falar.

Conseguimos repor nossos investimentos, obtendo patrocínio de empresas e do governo. Deu trabalho para receber, mas conseguimos. No ano seguinte, com uma equipe que sofreria mudanças em face de alguns colegas terem saído para outros veículos, voltamos a Parintins com outro projeto.

A manchete do dia estava pronta e não era nem 20 horas. Foi quando uma amiga nossa deu uma dica de que um amazonense estava condenado a morte. Começamos a preparar o material que ia ser um “furo” com exclusividade… mas esta é uma história mais para a frente…

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sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.