Contando Histórias (30)

Em 24 de janeiro de 2019 às 08:00, por Cláudio Barboza.

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A primeira edição do jornal “O Estado do Amazonas” saiu sem nenhum teste anterior, ou seja, não fizemos nenhuma simulação, não houve uma edição zero para ajustes. Foi tudo “de primeira”. Numa sexta-feira de 2006, o dia foi agitado no prédio onde ficava o jornal, localizado no Bairro do Aleixo. As movimentações começaram antes das 10 da manhã num vai e vem frenético entre repórteres, editores e revisores, fotógrafos, diagramadores e pessoal da área comercial.

O bom humor e o jeito de trabalhar do jornalista Sebastião Reis, nosso Diretor de Redação era um ponto favorável. Na outra ponta, o jornalista Paulo Castro, nosso diretor comercial, fechava os últimos anúncios para a primeira edição, mas Paulinho nunca ficava longe da redação. Estava sempre presente, buscando o melhor caminho.

O setor da diagramação, sob o comando de Sílvio Marcos (Marcão) começou a fechar páginas antes das 11 de sexta-feira. Só iria concluir o trabalho quase às 5 da manhã de sábado. A edição sairia ampliada. Sete cadernos com 8 páginas cada, além de uma revista com 18 páginas, que nesta primeira edição teria a jornalista Betsy Bell na editoria.

Na fotografia a coordenação geral era do experiente e ótimo Raimundo Valentin que contava entre outros com o talento de Zezinho, Danilo Melo e Reinaldo Okita, entre outros.

Enquanto Marcos Santos cuidava das páginas de opinião, selecionando articulistas que iriam dar “peso” ao novo jornal, como Felix Valois, Ismael Benigno entre outros, eu na função de editor executivo acompanhava o trabalho dos outros editores, checando fechamento de páginas, auxiliando o diretor de redação.

O entra e sai na redação, localizada no mesmo prédio onde funcionava a TV Rio Negro/Band revelava o clima de expectativa. A ideia era colocar o jornal na rua nas primeiras horas de sábado se antecipando até mesmo à concorrência. O projeto era bom. O jornal tinha um formato moderno e priorizava o conteúdo. O projeto gráfico tinha muito do Alexandre Fontoura, jornalista nascido em Niteroi que trocou as praias pela Amazônia.

Nossas maiores dificuldades: Mais de 50% dos computadores da redação eram antigos e a impressora da década de 60 funcionaria graças a uma equipe muito boa de gráficos. A impressão nunca foi a ideal e nas páginas coloridas era sofrível. Muitas promessas foram feitas, mas os novos equipamentos nunca chegaram.

Numa dosagem interessante, muitos jovens jornalistas estavam tendo a oportunidade de participar do processo, entre esses estavam vários que hoje trilham com sucesso vários caminhos da comunicação…  mas essa é uma história mais para a frente…

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sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.