Contando histórias 22

Em 2 de maio de 2018 às 11:00, por Cláudio Barboza.

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As importadoras dominavam o comércio de Manaus, oferecendo de perfumes ao tênis mais desejados. Indústrias começavam a chegar ao distrito, Manaus crescia e A Crítica também.

Na nova redação era hora de introduzir algumas mudanças. Havia uma concentração exagerada nas mãos de Pery Augusto. Ao mesmo tempo ele era chefe de Redação, controlava a coluna Sim e Não, fechava a primeira página e editava as páginas de política.

Eu era chefe de reportagem e editor do Caderno C. Aos poucos conseguimos fazer as mudanças. Flávio Assen passou a editor de Política, Pery Augusto assumiu o Sim e Não e Mário Monteiro a função de editor de Primeira Página. Estava criada a função específica de editor de Primeira Página entregue ao talento nato do jornalista Mário Monteiro.

Pery se manteve um tempo como chefe de Redação, depois foi substituído pelo jornalista Atlas Barcelar, que ficou até ir para a TV Baré – hoje TV A Crítica – comprada nos anos 80 por Umberto Calderaro – numa jogada de mestre silenciosa e que surpreendeu o mercado.

No Hotel Tropical, era tempo das Discotecas, a Noite dos Ingleses, na área portuária de Manaus resistia ao tempo e tinha publico cativo. Um jornalista de barba longa e cabelos rebeldes chegava a Manaus como correspondente do Jornal do Brasil. Era o pai do Bebê Diabo, uma história que já foi contada nesta série de crônicas…

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sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.