Contando histórias (15)

Em 11 de agosto de 2017 às 08:00, por Cláudio Barboza.

compartilhe

As importadoras dominavam o comércio de Manaus, oferecendo de perfumes aos tênis mais desejados. Indústrias começavam a chegar ao Distrito Industrial. Manaus crescia e A Crítica também. Na nova redação, era hora de introduzir algumas mudanças. Havia uma concentração exagerada nas mãos de Pery Augusto. Ao mesmo tempo ele era chefe de redação, controlava a coluna Sim e Não, fechava a primeira página e editava as páginas de política.

Eu era chefe de reportagem e editor do Caderno C. Aos poucos conseguimos fazer as mudanças. Flávio Assen passou a Editor de Política, Pery Augusto assumiu o “Sim e Não” e Mário Monteiro a função de editor de Primeira Página. Estava criada a função especifica de editor de Primeira Página, entregue ao talento nato do jornalista Mário Monteiro.

Pery se manteve um tempo como chefe de redação, depois foi substituído pelo jornalista Atlas Bacelar, que ficou até ir para a TV Baré – hoje TV A Crítica – comprada nos anos 80 por Umberto Calderaro – numa jogada de mestre silenciosa e que surpreendeu o mercado.

No Hotel Tropical era tempo das Discotecas, a Boite dos Ingleses, na área portuária de Manaus resistia ao tempo e tinha público cativo. Um jornalista de barba longa e cabelos rebeldes chegava a Manaus como correspondente do Jornal do Brasil. Era o pai do “Bebe Diabo”, mas essa é uma história mais para a frente…

sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.

comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *