Contando Histórias (12)

Em 26 de abril de 2017 às 08:00, por Cláudio Barboza.

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No Caderno “C” do Jornal A Crítica, lançado em 1986 e que circulava com oito páginas às segundas-feiras, experimentou-se com sucesso o trabalho de dois jornalistas numa mesma missão. Exemplo: o repórter Inácio Oliveira recolhia informações sobre o Mercado Adolpho Lisboa e o editor Mário Monteiro dava o texto final. Ambos assinavam a matéria. Tratava-se de um tipo de trabalho de rotina na imprensa do Sul/Sudeste, mas que não acontecia em Manaus.

Outra coisa que funcionou bem era a solicitação que se fazia de fotos. No quadro de avisos da redação fixava-se um comunicado do tipo: “Caderno C necessita de fotos de crianças brincando na rua”. A intenção era motivar os fotógrafos, pois as fotos eram publicadas em tamanho maior do que na edição normal do jornal, valorizando o trabalho do profissional. O resultado foi satisfatório. Entre os fotógrafos da época, lá estavam o Carlos Dias, Antônio Menezes, Luizinho, Saraiva e Félix.

Naqueles anos, o bar preferido de boa parte da redação era o “Construção”, na esquina da rua Lobo D’Almada com a rua José Clemente. Ali conversávamos à noite, em um balcão improvisado entre baldes, tijolos, latas de tinta espalhados pelo local. Daí porque o nome “Bar Construção”. O dono era o Itelqui, morador antigo da área. Até banda de carnaval chegamos a fazer por lá.

Do “Construção” a noite de uns prosseguia no “Galvêz”, recém inaugurado à rua Major Gabriel e, nas sextas-feiras, quem gostava de dançar – como o Sebastião Assante – se mandava para o Luso Clube. Havia ainda a “Boite dos ingleses”, o Hotel Tropical entrava nos tempos das discotecas e Manaus era uma cidade onde boa parte da população se sentava à frente das casas nas noites mornas de então.

No Caderno “C” o professor Paulo Graça dava aulas de texto, mas esta é uma história mais para a frente…

 

sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.

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