Contando histórias (11)

Em 22 de Março de 2017 às 08:00, por Cláudio Barboza.

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Lá pelos anos 1986, a edição do Jornal A Crítica às segundas-feiras era fraca, do ponto de vista jornalístico. À exceção do Caderno de Esportes havia uma página “fria” de artigos religiosos, uma página de Cidade, duas de Nacional, uma Internacional e outra de Opinião. Foi quando tivemos a ideia de fazer o Caderno C, numa alusão ao famoso Caderno B do Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro.

O dono do jornal, Umberto Calderaro, estava no Rio de Janeiro mas aprovou a ideia e, tempos depois, enviou um telegrama com a seguinte mensagem: “Gostando da elaboração do Caderno C. Parabéns pela iniciativa. Abraços. Calderaro”.

A iniciativa contou com a grande colaboração do professor da Universidade do Amazonas, Antônio Paulo Graça, um dos maiores intelectuais que o Amazonas produziu. De Paulo Graça falaremos um pouco mais adiante, assim como também de Simão Pessoa, que participou desse projeto.

O autor da primeira diagramação do Caderno C foi o Haroldo Caminha, creio que o maior conhecedor do setor gráfico do Amazonas. Depois o Jorge Estevão, que recentemente deixou este plano, assumiu a função.

De cara resolvemos que a diagramação do Caderno “C” seria livre, quebrando todas as regras até então existentes. Fotografias poderiam ser alongadas até meia página e não haveria pré-determinação de títulos. Outra coisa, o Caderno C se voltaria para variedades, não se fechando em cultura.

A intenção era fazer um produto arejado, interessante e que atendesse um público diversificado. Para tanto, buscamos o jornalista Joaquim Marinho que passou a publicar no caderno a coluna “Zona Franca”. Paulo Graça, Simão Pessoa, Moysés Mota, professores universitários Aloysio Nogueira e Rosendo, entre outros, passaram a ser articulistas do caderno e a maior dificuldade era encontrar alguém que assumisse um discurso de direita… mas essa é uma história mais para frente.

sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.

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