Contando histórias (10)

Em 8 de fevereiro de 2017 às 08:00, por Cláudio Barboza.

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Minha impressão é que a Francisca do Vale está entre as primeiras mulheres repórteres do jornal A Crítica. Desde os primeiros dias mostrou que havia chegado para ficar e sua produção diária deixava isto claro.

O curioso é que ela antes de datilografar o texto, escrevia toda a reportagem a mão! Isso mesmo! Pegava a caneta e escrevia toda a matéria numa folha de papel. Só depois ia para a máquina. Levou alguns meses para fazer o texto diretamente na Olivetti.

Durante muitos anos Francisca trabalhou em A Crítica, onde além de repórter foi editora de várias áreas. Uma profissional de talento com capacidade de produção e regularidade impressionantes.

Naqueles tempos, A Crítica tinha dois veículos para atender a reportagem: uma Kombi vermelha, tipo furgão e uma pick-up azul, cabine simples, para três pessoas. Muitas entidades naqueles anos estavam localizadas no Centro de Manaus, como Detran, Reitoria da Ufam, Associação Comercial, Câmara, Assembleia, etc. Por isso, na maioria das vezes, o repórter ia a pé.

Com o jornal crescendo e a nova redação, surge a necessidade de reforçar a edição. Nasce o Caderno C que vai lançar Simão Pessoa como colunista, mas esta é uma história mais para a frente.

sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.

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