Contando Histórias 28

Em 7 de novembro de 2018 às 14:00, por Cláudio Barboza.

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Quando telefonei ao amigo Sebastião Reis a intenção era falar sobre a ONG “Amigos da Amazônia”, com o objetivo de produzir artigos sobre meio ambiente. Ele e outro amigo, Paulo Castro, estavam iniciando o projeto do jornal “Estado do Amazonas”, do Grupo Garcia. Eu não pensava em voltar a trabalhar em jornal, mas Reis quis falar pessoalmente e fui à sede do jornal no Aleixo.

Saí de lá como Editor Executivo numa estrutura inicial do “Estadão” que ficou constituída da seguinte maneira: Diretor de Redação, Sebastião Reis, Diretor Comercial, Paulo Castro e Editor Executivo, Claudio Barboza.

A estrutura se completou nos dias seguintes com a chegada de Marcos Santos, na função de Chefe de Reportagem se bem que na prática Marcos atuou como Editor de Opinião, sendo o responsável pela coluna institucional do jornal e artigos publicados nas páginas 3 e 4 do primeiro caderno.

Desde o início enfrentamos problemas técnicos que ao longo dos dois anos em que estive na empresa nunca foram superados. Faltavam computadores, impressora de qualidade e nossos equipamentos fotográficos eram aquém das necessidades.

Em contrapartida, o time que se formou era muito bom. Um dos melhores que tive a felicidade de participar. Se faltavam equipamentos, sobravam talento e garra na dupla Reis e Paulo Castro, que construíram uma relação de trabalho arejada e construtiva com todos os que foram chegando para tocar o projeto.

O ambiente de trabalho com todas as tensões normais de uma redação sempre foi muito superior ao que encontrei em outros locais. O bom humor dos amigos Reis e Paulo Castro tiveram papel muito importante nisto que pode parecer detalhe, mas foi fundamental no dia a dia de um jornal que superando dificuldades técnicas deu muitos “furos” e registrou vários avanços na produção jornalística.

No primeiro número do jornal, a minha amiga Betsy Bell dormia na mesa às duas da madrugada esperando o Marcão (Sílvio Marcos,grande profissional e ótima pessoa humana), chefe da diagramação, chamá-la para fechar a revista que iria circular sempre aos domingos. Mas essa é uma história mais para a frente…

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sobre o autor

Articulista-Claudio-BarbozaUm místico religioso, que hoje poderia ser arcebispo pelo tempo de estudo no seminário... Mas fez opção pelo jornalismo. Entre Manaus e Minas uma dúvida eterna. Ex-jogador de basquete, Garantido de coração e tricolor das Laranjeiras. Graduado em Filosofia na Faculdade Belo Horizonte, jornalismo pela UFAM, mestre em sociologia pela UFMG.