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    Quem não pode com o pote não pega na rodilha

    Coluna A Cidade em Foto do Jornal A Gazeta de 08 de fevereiro de 1964.

    Dinheiro, saúde e mulher, eis o trinômio da alegria de Sua Majestade, Primeiro e Único, Rei da Galhofa e Imperador da Pandegolândia, o insuperável, nunca imitado e sempre querido Momo, seguidos de todos os adjetivos, substantivos, pronomes, verbos e outras categorias gramaticais ou não que lhe tem sido prodigamente apostas desde carnaval é carnaval, o que seguirá pelos séculos e séculos. O idolatrado, salve, salve! Que está ai, em carne e osso, e em fotografia clicherizada também, para alegria de todos aqueles que há muitos anos sabem que tristezas não pagam dívidas. O tempo agora é dele e a ordem já foi dada para ser regiamente executada: cerquem a moita que o tatu está debaixo, e quem quiser fazer barulho, conte comigo. O evohél está um pouco esquecido, pois a bossa nova não fala mais baco, preferindo umas e outras, de uma compreensão popular mais humana. E ninguém mais povo do que o Rei Momo, símbolo da alegria íntima do brasileiro, da evasão natural do sentimento que lhe vai na alma, de tudo o que ele sente e deseja viver feliz, sem preocupações, muito melhor do que na sombra e água fresca. Atenção, foliões! É hoje, domingo, segunda e terça! Quarta-feira não tem mais. Aproveitem as “folias carnavalescas-64”, e gritem com Rei Momo: conosco ninguém podemos!

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