• Durango Duarte - Ponte Benjamin Constant na década de 1970
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    Ponte Benjamin Constant na década de 1970

    Vista da Ponte Benjamin Constant. Década de 1970. Acervo: Jornal do Commercio.

    Situada na avenida Sete de Setembro, essa ponte de ferro foi construída sobre o igarapé do Mestre Chico e serve de ligação entre os bairros Centro e Cachoeirinha. Sua construção foi iniciada em 1893 e o responsável pela obra foi o engenheiro inglês Frank Hirst Hebblethwaite. No ano seguinte, os pilares de alvenaria já estavam prontos para receber a estrutura metálica que a compõe, cujas peças foram fabricadas pela indústria inglesa Dorman Long & Company Limited – empresa que existe até os dias atuais.

    Inaugurada no dia 7 de setembro de 1895, ela foi denominada Ponte Benjamin Constant pelo Decreto 3, de 4 de julho de 1896, de autoria do então superintendente municipal Raimundo Afonso de Carvalho, em homenagem a Benjamin Constant Botelho de Magalhães, que havia sido professor do governador Eduardo Ribeiro na Escola Militar/RJ e ativista do movimento de Proclamação da República.

    Além da nomenclatura oficial, ela também ficou conhecida como Ponte da Cachoeirinha, em referência ao bairro de mesmo nome; Ponte Metálica, em razão de sua estrutura, e Terceira Ponte, devido estar localizada após as duas primeiras pontes da avenida Sete de Setembro.

    A Ponte Benjamin Constant recebeu, inicialmente, calçamento em paralelepípedos de madeira, depois, substituídos pelos de granito, mais resistentes que os primeiros. Em 1926, foi pavimentada a macadame – mistura à base de pedra britada aglutinada e comprimida.

    Por mais de quatro décadas essa Ponte recebeu, apenas, pequenos reparos em sua estrutura. A primeira grande reforma somente seria executada, entre os anos de 1936 e 1939, durante a administração do prefeito Antônio Maia. Uma segunda recuperação aconteceria na década de 60, sob a responsabilidade da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, em parceira com o Departamento de Estradas e Rodagem do Amazonas – DER-Am. Foi reinaugurada em 24 de dezembro 1969 com a presença do então governador Danilo Areosa.

    Após ter sido repassada ao Município, o prefeito Jorge Teixeira contratou, em 1975, a empresa Idecore para a execução dos serviços de raspagem, lavagem e pintura da estrutura dessa Ponte, que, três anos depois, foi reformada outra vez.

    Em 1987, durante a administração estadual de Gilberto Mestrinho, realizou-se outra recuperação dessa Ponte. No ano seguinte, a Benjamin Constant foi tombada como Monumento Histórico do Estado (Decreto 11.199, de 14 de junho de 1988).

    Sem reforma há quase vinte anos, em 25 de janeiro de 2005 a Ponte Metálica foi interditada para o tráfego de veículos pesados em razão do risco de desmoronamento de sua estrutura centenária. Dois anos depois, o Governo do Estado iniciou  sua restauração, como parte das obras do Programa Social      e Ambiental dos Igarapés de Manaus – Prosamim. A Empresa de Construção Civil e Elétrica Ltda. – Econcel foi a responsável pela execução da obra, que além de recursos estaduais, contou com recursos do Governo Federal e do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

    Com 113 anos de existência, a Ponte Benjamin Constant – que possui 161 metros de comprimento e 10,50 metros de largura, dois vãos de vinte metros, dois de trinta metros e um de sessenta metros – foi reinaugurada em 25 de setembro de 2008, junto com a primeira etapa do Largo do Mestre Chico.

    A Ponte teve sua estrutura reforçada para suportar o tráfego de veículos que é intenso naquela avenida, no entanto, foram mantidas suas características originais.

    Também recebeu nova pintura, com seis camadas de tinta, e iluminação computadorizada, com 1.300 luminárias, cujo projeto é assinado por Peter Gasper, cenógrafo alemão que foi o responsável pela iluminação do Congresso Nacional e do Palácio da Alvorada, em Brasília/DF.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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