• Durango Duarte - Monumento à Abertura dos Portos
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    Monumento à Abertura dos Portos

    Monumento confeccionado por Domenico de Angelis e instalado na praça São Sebastião. Acervo: Moacir Andrade.

    Esse monumento foi erguido em homenagem à abertura do rio Amazonas ao comércio mundial, decretada por D. Pedro II no dia 7 de dezembro de 1866. O símbolo original era uma coluna de pedra, que foi instalada na praça São Sebastião.

    De acordo com Mário Ypiranga Monteiro, sua inauguração aconteceu no dia 7 de setembro de 1867 pelo diretor de Obras Públicas, Antônio Davi Canavarro, seu autor e realizador.

    Três décadas depois, por meio da Lei 209, de 23 de fevereiro de 1898, o Congresso Estadual autorizou o então governador Fileto Pires a abrir concorrência pública para a construção de um novo monumento, que substituiria a coluna inicial (Coleção de Leis do Amazonas – 1898).

    O contrato foi firmado em 9 de março de 1899 com o italiano Domenico de Angelis. Nos termos do acordo, a inauguração da obra estava prevista para 3 de maio de 1900, data em que se comemoraria o IV Centenário do Descobrimento do Brasil e que está inscrita no marco até os dias de hoje.

    Em 9 de junho daquele ano, a Secretaria de Negócios     da Indústria solicitou à Diretoria de Obras Públicas que providenciasse a iluminação elétrica do referido monumento, que  já  estava  finalizado.  O recebimento  em  definitivo desse marco, contudo, somente foi comunicado ao inspetor do Tesouro em 5 de fevereiro de 1901, por meio de ofício da Diretoria de Obras Públicas, publicado dois dias depois no Diário Oficial.

    A confecção do Monumento à Abertura dos Portos foi realizada por De Angelis no ateliê de Enrico Quattrini, em Roma, Itália, e as peças que o compõem foram trazidas para Manaus em partes separadas.

    A figura principal é composta pela escultura de uma mulher – que representa a Amazônia – com uma tocha na mão direita, enquanto que a esquerda pousa sobre o ombro do deus Mercúrio – divindade romana que simboliza o Comércio –, colocado em plano inferior. Nas faces do pedestal quadrangular, estão retratados quatro continentes do globo terrestre.

    Imagem e texto retirados do livro Manaus, entre o passado e o presente do escritor Durango Duarte.

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